segunda-feira, 7 de abril de 2014


Carta aos Parlamentares

UNIVERSIDADES FEDERAIS EM GREVE EXIGEM NEGOCIAÇÃO DE VERDADE
Senhor (a) Parlamentar,

Os Técnico-Administrativos em Educação IFES deflagraram greve desde o dia 17 de março
para exigir que o governo cumpra na totalidade o acordo da greve de 2012, além de
diversos problemas que prejudicam o melhor desempenho da categoria. Por isso
reivindicamos negociação efetiva por parte do governo federal que lamentavelmente não
aceita estabelecer qualquer debate que resulte em impacto financeiro.
Nossa categoria hoje conta com cerca de 180 mil trabalhadores, corresponsáveis pelo
funcionamento das universidades federais deste país, garantindo a formação de milhares de
profissionais bem como da produção do conhecimento através do ensino, da pesquisa e
extensão, incluindo-se os HUs.
Mas lamentavelmente temos hoje o menor piso e teto salarial do funcionalismo público
federal, aproximadamente 1 (hum) salário mínimo e meio. Por isso exigimos o
aprimoramento de nossa carreira, aumentando do valor do piso salarial pago pelo governo.
Além disso, se aprofunda nas universidades o processo de terceirização e o consequente
aumento da precarização do trabalho. Exigimos concurso público para todos os níveis de
classificação de nossa categoria, via RJU.
Cresce nas universidades o assédio moral como política de gestão bem como a perseguição
aos trabalhadores que vão à luta por seus direitos. Por isso a nossa luta também é por
democracia nas IFES, contra a implementação da EBSERH, paridade tanto para a eleição de
dirigentes como nos conselhos universitários, pela liberação de dirigentes para o exercício
classista e o fim das perseguições com a banalização dos Processos Administrativos (PADs).
Queremos creche para as mães e pais trabalhadores que apresentam dificuldades em deixar
seus filhos em segurança para irem ao trabalho, hoje a média do benefício pago em relação
ao auxílio creche é de R$ 80,00 reais, valor bem inferior em relação aos trabalhadores do
poder legislativo e judiciário. 4

A universidade pode e deve estar aberta em três turnos ampliando o atendimento ao
interesse público e ao mesmo tempo garantindo a redução da jornada de trabalho nos
marcos do decreto 4836/2003, proporcionando melhoria da qualidade de vida dos
trabalhadores e diminuindo o número de afastamentos por doenças relacionadas ao
trabalho.
Recentemente o MPOG publicou uma portaria que retira direito à insalubridade e
consequentemente diminuição das remunerações sem acabar com as áreas insalubres,
contrariando a orientação do Mandado de Injunção (MI nº 1554/DF).
Agregado a isto temos ainda a luta por um PNE que nos reconheça como trabalhadores em
educação, o estabelecimento de 10% do PIB para Educação, a real democratização das
instituições e principalmente o financiamento público somente para a educação pública.
Por essas razões estamos em greve e pedimos o apoio dos parlamentares comprometidos
com a defesa da educação, em especial do ensino superior desse país. É urgente que
possamos inverter a lógica das prioridades da política econômica aplicada pelo governo que
compromete metade do orçamento com o pagamento dos juros da dívida publica. A
educação deve ser prioridade.
Apoiar a greve da FASUBRA é apoiar a educação pública no Brasil!
 Comando Nacional de GREVE / FASUBRA


UFSCar Sorocaba
SINTUFSCAR

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