quarta-feira, 4 de julho de 2012

Servidores de várias categorias em greve se reúnem com ministro

A greve dos servidores públicos federais continua e não há prazo para terminar. Nesta terça-feira, a paralisação chegou ao 16º dia e atinge 22 estados e o Distrito Federal, em 26 setores. Segundo a assessoria de imprensa do Mpog (Ministério do Planejamento e Gestão), o processo de negociação está em andamento e a expectativa é que em 31 de julho o ministério tenha propostas concretas para apresentar às categorias.
Insatisfeitos com o prazo, um grupo de servidores do Distrito Federal se reúne logo mais, por volta das 13h, com o ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, para que ele interceda no Planejamento. O objetivo é que as negociações avancem mais rapidamente e que os serviços voltem a ser prestados.
Ontem, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) se reuniu com o Mpog (Ministério do Planejamento e Gestão) para negociar os pontos de reivindicação. Não há estimativa de quantos funcionários estão parados.
As demandas dos servidores federais são, em linhas gerais, recomposição salarial, extensão do plano de carreira estabelecido pela Lei 12.277/2010 a todos os servidores, ampliação de auxílio-alimentação e saúde, e realização de concurso público.
Hoje, a Condsef tem encontros setoriais marcados com as categorias e amanhã haverá programação para o Dia Nacional de Lutas nos estados. Ainda neste mês, a confederação realizará um acampamento na Esplanada dos Ministérios (entre os dias 16 e 20), uma marcha a Brasília (dia 18) e uma plenária unificada de avaliação dos resultados (dia 20).
Áreas paralizadas
Os setores atingidos pela paralisação são diversos. Na área da saúde, estão em greve a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), professores e funcionários de hospitais universitários federais, além de servidores da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), do Datasus (banco de dados do Sistema Único de Saúde) e do Ministério da Saúde.
Em outras áreas, não trabalham grupos de funcionários dos ministérios do Trabalho e Emprego, da Integração Nacional, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário, da Justiça e da Previdência Social.
Ainda estão em greve, trabalhadores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte), da Ceplac (Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira), dos Ifets-Sindisep (Institutos Federais Tecnológicos de Educação da Base do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Sergipe), do Arquivo Nacional, do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), da Polícia Rodoviária Federal, do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), do Departamento do Fundo da Marinha Mercante, da Secretaria do Patrimônio da União e do IPhan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Os funcionários do Ministério das Relações Exteriores anunciaram hoje que encerraram a greve e retomaram as negociações com o Planejamento. A paralisação foi e envolveu 75% da categoria, atingindo 130 postos de representação do Itamaraty no Brasil e no exterior.
De acordo com o SindItamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores), o órgão continuará a defender os pleitos dos servidores e a pressionar a administração por recomposição salarial. A próxima reunião do sindicato está marcada para a próxima sexta-feira.

Um comentário:

  1. Questão de Matemática:
    Qual o déficit de quem paga a conta e não recebe o produto e ainda tem que pagar pelo direito de existir daqueles que não pagam a conta, são estáveis, não entregam o produto e querem receber mais?

    Déficit da Previdência do servidor deve superar R$ 60 bilhões em 2012
    Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/01/deficit-da-previdencia-publica-deve-ultrapassar-r-60-bilhoes-em-2012.html

    18/01/2012 11h43 - Atualizado em 18/01/2012 13h00

    Déficit da Previdência do servidor deve superar R$ 60 bilhões em 2012
    Expectativa é do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves.
    Fundo de pensão para servidor público tramita no Congresso Nacional.
    Alexandro Martello Do G1, em Brasília
    O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, informou nesta quarta-feira (18) que o déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende aos servidores públicos, deve ultrapassar a barreira dos R$ 60 bilhões em 2012. No ano passado, o resultado negativo somou R$ 56 bilhões, contra R$ 51 bilhões em 2010.
    O valor do déficit da Previdência do setor público supera, em muito, o resultado negativo em R$ 36,5 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atende aos trabalhadores do setor privado. Em dezembro do ano passado, o INSS pagava benefícios para 29 milhões de pessoas, enquanto que, no caso do setor público, a previdência atende a cerca de um milhão de trabalhadores.
    Atualmente, a União paga aposentadorias que podem chegar a R$ 15 mil, ou até mais, para servidores públicos. Pelas regras atuais, o servidor público que se aposenta contribui com 11%, sem teto, enquanto que a União tem o compromisso de contribuir com outros 22%.
    Novas propostas
    Para diminuir este déficit da Previdência dos servidores públicos, o governo enviou no ano passado, ao Congresso Nacional, uma proposta de criação de fundos de pensão para servidores. A proposta já passou pelas Comissões da Câmara dos Deputados, mas ainda tem de passar pelo crivo do plenário da Câmara e Senado Federal.
    Com as novas regras, para ter aposentadoria superior ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de cerca de R$ 3,7 mil, o servidor público terá de contribuir para este fundo de pensão. A estimativa é de uma economia de R$ 26 bilhões por ano dentro de 35 anos.
    Para possibilitar a aprovação do projeto na Câmara, o governo já concordou com a criação de um fundo de pensão para cada poder e, também, que eles sejam administrados pelos próprios participantes, e não por uma empresa terceirizada, assim como um aporte de 8,5% da União aos fundos (e não os 7,5% propostos inicialmente). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o projeto é prioridade do governo no Legislativo

    Conclusão: Como dinheiro não dá em árvore, o desemprego dos que pagam as mamatas está aumentando e o governo pesadão dos que não entregam o produto não tem dinheiro para dar aumento aos mamateiros grevistas, as greves vão aumentar exponencialmente.
    Tudo em nome de uma educação, saúde e segurança melhores ( para os vestais e nêmesis da Monarquia Brasil lógico)

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