segunda-feira, 2 de julho de 2012

Reunião da FASUBRA com o MEC


Veja o resumo o ocorrido na reunião do dia 28 de junho

Pela FASUBRA: Gibran, Rogério, Rosângela, Pimentel (SINTUFF), Mauricio (SINDTEST-PR), Marcio (SITUFEJUF), Sávio (ASAV) e Ademar (SINTUFES).
Pelo MEC: Paulo Pain (secretario executivo), Amaro Henrique (SESU), Adriana Rigon Weska (Diretoria de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior)

Na manhã da quinta-feira, 28/06, durante o ato do Banco Central a direção da FASUBRA recebeu um telefonema onde estava sendo convidada pelo MEC para uma reunião às 16h30 do mesmo dia.
Prontamente o CNG organizou uma comissão que se dirigiu ao MEC para a reunião, onde fomos recebidos pelo Secretário Executivo do MEC, Henrique Paim e sua equipe.
Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil Fundada em 19 de dezembro de 1978
IG2012 JUN-10
O secretário abriu a reunião dizendo que o Ministro da Educação Aloísio Mercadante ao perceber que havia uma movimentação da greve dos técnico-administrativos solicitou que o MEC recebesse a FASUBRA. Pediram desculpas pela demora em atender o nosso oficio de pedido de audiência que foi protocolado logo após a deflagração da greve, afirmando que o MEC está sempre de portas abertas para a FASUBRA.
A representação da Federação iniciou fazendo um histórico sobre as negociações mal sucedidas com o governo, bem como de todo o processo que culminou com a deflagração da greve pela categoria a partir do dia 11/06. Destacou a força do movimento com a adesão de quase 50 universidades já na primeira semana de greve e que hoje tínhamos 57 universidades paralisadas.
A bancada da FASUBRA colocou com precisão a disposição do Comando Nacional de Greve e da Direção Nacional em negociar a nossa pauta e da importância em se ter o MEC numa posição de aliado na busca de diálogo com o MPOG para se solucionar o conflito instalado com o movimento paredista.
Foi destacado ainda, que caso o governo siga na direção de ignorar o nosso movimento, desconsiderando nossa greve, a insatisfação tenderá a crescer bem como as ações do nosso movimento paredista serão cada vez mais contundentes.
Aproveitamos para informar que pela manhã de quinta- feira (28/06) o Comando Nacional de Greve da FASUBRA protocolou no MEC um ofício avisando que os Técnico-administrativos das IFES irão suspender o processo das matriculas do SISU como resposta a indisposição do governo em não abrir negociações com a nossa categoria em greve.
Foi colocado ainda pela bancada sindical que não vamos aceitar que o governo abra negociações e tenha proposta somente para os docentes em greve. A negociação deve se dar com todos e por isso exigimos que o MPOG receba imediatamente nossa categoria em greve para negociar. Reafirmando que o Ministro da Educação precisava assim como fez com os docentes abrir para os Técnico-administrativos um canal de dialogo com o MPOG.
A representação do MEC retomou a palavra dizendo que não havia proposta e negociações com os docentes. Que o governo fez uma sinalização, mas esse processo ainda não está concretizado, pois o governo está ainda analisando o que fazer e como proceder. Afirmou que ainda que demore um pouco para atender ao pedido de audiência da FASUBRA, estará sempre de portas abertas para nos receber. Mostrou muita preocupação com a suspensão das matriculas do SISU e pediu para que o nosso movimento refletisse melhor sobre isso.
A bancada sindical do CNG/FASUBRA respondeu com segurança aos representantes do MEC que a responsabilidade sobre todas as ações da nossa greve é do governo, pois quem está demonstrando indisposição de negociar é o governo à medida que não apresenta uma proposta para a FASUBRA em greve. Alertou que a insatisfação na base da categoria é muito forte e quanto mais o governo ignorar nossa pauta de reivindicações, mais a greve demonstrará a sua força com ações contundentes e expressivas. Reafirmamos com veemência a disposição do nosso movimento em negociar e que qualquer boato ou afirmação do contrário seria uma inverdade.
A representação do MEC retomou a palavra destacando que considera legitima as reivindicações do movimento, e firmou o compromisso de procurar o MPOG o mais rápido possível para abrir um canal de negociações para a FASUBRA. Questionados sobre o prazo para nos dar um retorno sobre esse possível canal de dialogo com o MPOG, a representação do MEC se comprometeu a dar um retorno ao CNG/FASUBRA na semana que vem.

OUTRAS INFORMAÇÕES


REUNIÃO DA DN FASUBRA COM ANDIFES EM OURO PRETO

ANDIFES recebe representação da FASUBRA e do ANDES-SN em seu conselho pleno. Pela FASUBRA: Gibran Jordão e Cristina Del Papa. Pelo ANDES: Luiz Henrique Shuch
Na manha do dia 26/06, o Conselho Pleno da ANDIFES, reunido na cidade de Ouro Preto-MG,
abriu um espaço para receber uma representação da FASUBRA e do ANDES-SN. Ambas as entidades estão em greve!
O objetivo da representação da FASUBRA em buscar esse dialogo com a ANDIFES, foi acumular força política para se fortalecer diante da conflituosa batalha que se estabelece nesse momento com o governo, que se mantém intransigente em não negociar com os Técnicos Administrativos em greve.
A representação da FASUBRA deu um informe sobre a greve e a importância do atendimento da nossa pauta de reivindicações, para que junto com a expansão das universidades seja também expandido a valorização dos Técnico-administrativos.
Cobramos a importância da ANDIFES em ajudar abrir portas e caminhos para estabelecermos negociações com o governo, bem como seria importante que a ANDIFES pudesse expressar o seu apoio a nossa greve em uma nota pública.
Alertamos também para os casos de corte de ponto que estão ocorrendo em algumas universidades em relação a ativistas de comandos locais e diretores da FASUBRA que estão em atividade de greve.
Após a fala da representação da FASUBRA, alguns reitores pediram a palavra, uns para dar apoio, mas outros para reclamar de algumas ações localizadas de determinados comandos locais, as quais havia uma desmesura e radicalização nas ações.
Em resposta a representação da FASUBRA disse que AINDA não há uma orientação nacional para que haja radicalização do movimento, mas como o governo se coloca numa posição de intransigência tal postura tem gerado muita insatisfação na base.
E se caso continuar essa postura do governo a radicalização do movimento tende a se aprofundar com ou sem orientação nacional. Colocamos ainda que estávamos ali para valorizar o que temos acordo e não nossas diferenças. E para evitar um conflito mais agudo, era importante que a ANDIFES se colocasse em movimento para ajudar a pressionar o governo a abrir negociações com a nossa categoria.
Por fim, o atual presidente da ANDIFES fez questão de fazer o uso da palavra e disse categoricamente que já estão fazendo gestão junto ao governo e irão intensificar as conversas com o alto escalão do MEC para ajudar a resolver o conflito.

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