domingo, 26 de agosto de 2012

Volta ao trabalho somente terça-feira, 28


Por decisão do SINTUFSCar,  os TAs da UFSCar tereão uma reunião de fechamento do movimento de greve na próxima segunda-feira, 27, ás 14h.

portanto a reunião destá mantida e a volta ao trabalho se dará na terça-feira, 28.

Participem da reunião!  esta conversa é muito importante para o futuro da UNIVERSIDADe e dos TÉCNICO-ADMINISTARATIVOS da UFSCar.

Esperamos que os TAs da UFSCar Sorocaba deem a sua opinião sobre o movimento e que continuem a participar do movimento contínuo por melhores condiçoes de trabalho, reconhecimrnto e por uma universidade pública, gratuira e de qualidade.

Boa Reunião! 

Tânia

Fasubra assina acordo com o governo

Fasubra assina acordo com o governo


24/08/2012 - 20h19
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O acordo fechado na quarta-feira (22) entre a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e o governo foi assinado hoje (24). A entidade que representa os técnicos administrativos das universidades federais aceitou a proposta de reajuste de 15,8%, fracionado até 2015, e incentivos à titulação oferecidos pelo Ministério do Planejamento.
A expectativa do sindicato é que os 140 mil técnicos administrativos, que estão em greve desde o dia 11 de junho, retornem às atividades na próxima segunda-feira (27). Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) mantiveram a rejeição à proposta do governo e decidiram continuar em greve.
O governo não cedeu às pressões dos técnicos que exigiam o percentual integral para o próximo ano ou aumento fracionado, com percentual de 25% dividido em três anos. O reajuste oferecido pelo governo terá impacto de R$ 2,9 bilhões no Orçamento, até 2015. Só para 2013, o custo será R$ 670 milhões. O governo elevou em R$ 1,2 bilhão a proposta do aumento como forma de incentivar a titulação.
Segundo a coordenadora-geral da Fasubra, Janine Teixeira, a proposta de incentivo à titulação foi fundamental para assinatura do acordo. “É um percentual limitado de reajuste, mas com todas as limitações traz avanço à carreira”, declarou. Com a progressão de carreira, o percentual de aumento pode chegar até 24% nos contracheques, nos próximos três anos, em alguns casos.
O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, destacou que os acordos fechado na área de Educação, representam 40% do funcionalismo em greve. “Fiquei muito feliz com a assinatura do acordo. O reajuste tem um impacto absorvível no Orçamento nos próximos anos”, disse.

Acordo TAE 24-08-2012 (1).pdf

Mensagem enviada pela Vânia do SINTUFSCAR

Para tirar todas as dúvidas com relação à quebra de barreira do anexo IV. A tabela não tem vínculo com nenhuma classe, portanto todas as classes podem ganhar os percentuais dos cursos constantes da tabela desde que não seja exigido para o cargo.

 http://www.facebook.com/download/179595418842239/Acordo%20TAE%2024-08-2012%20%281%29.pdf


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Volta ao trabalho, apesar do acordo...




Segundo o SINTUFSCar, amanhã, às 16 horas será assinado o acordo com o governo se tudo se encaminhar bem.

Ficou decidido então na assembleia de hoje, 23, que haverá outra reunião dos TAs nos campi na UFSCar para acertar os detalhes.

No campus Sorocaba, a assembleia acontecerá às 14h da segunda-feira, 27, na sala de reuniões do prédio adminsitrativo.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS para que seja feito um balanço da greve e para acertar os detalhes da volta, se tudo der certo.




Nossa luta continua

Prezados Colegas,
Gostaria de registrar que, apesar de seguirmos orientação da Federação, FASUBRA, na assembleia na qual foi votada a aceitação ou não proposta do governo, a maioria dos Técnico-Adminsitrativos da UFSCar Sorocaba, NÃO aceitou a proposta do governo.
Gostaria de dizer também que a greve pode até acabar, mas, que o nosso movimento por uma universidade pública, justa e de qualidade, continua.
Inicia-se agora um novo caminho para o movimento, portan
to.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Técnicos das universidades federais aceitam proposta e voltam ao trabalho na segunda-feira

Fonte: Agência Brasil - 22/08/2012
 
 
 
Curitiba – A maioria das assembleias dos servidores técnico-administrativos das universidades federais decidiu aceitar a proposta de reajuste salarial feita pelo governo. Com essa decisão, a categoria deve voltar ao trabalho na próxima segunda-feira (27).

De acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), o placar parcial das assembleias realizadas pelo país apontava, no início da tarde de hoje (22), um total de 36 universidades a favor da proposta do governo federal e 14 contra.

"A proposta ficou bem abaixo das nossas reivindicações. A categoria sairá da greve, mas continuará insatisfeita", disse Paulo Henrique Rodrigues dos Santos, integrante da coordenação geral da Fasubra, em entrevista à Agência Brasil. "A proposta do governo não corrige as distorções salariais. Seguimos com o menor piso e o menor teto de toda a administração pública federal."

Conforme a proposta do governo federal, os técnicos das universidades receberão, nos próximos três anos, reajustes de 5% a cada mês de março, o que totaliza um reajuste de 15,8% até 2015.

"Nosso piso salarial chegará a R$ 1.197 daqui a três anos, o equivalente à metade do mínimo necessário recomendado pelo Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos]", disse Santos.

O encerramento da greve foi uma recomendação do comando nacional da categoria, que sugeriu ainda o retorno unificado ao trabalho na próxima segunda-feira (27). A decisão final cabe às assembleias, nos estados.

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná e do Instituto Federal do Paraná decidiram, em assembleias realizadas ontem (21), aceitar a proposta.

Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná houve divisão nos resultados das assembleias realizadas na capital e no interior, mas a tendência majoritária é de aceitação da proposta, de acordo com o sindicato. Na Universidade Federal da Integração Latino-Americana os servidores decidiram manter a greve.

A partir de amanhã (23), com o quadro consolidado das assembleias pelo país, a categoria voltará discutir o retorno ao trabalho. Segundo o sindicato do Paraná, mesmo aceitando a proposta do governo, algumas universidades podem optar pelo prosseguimento da greve em razão de reivindicações de âmbito local, entre elas a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

 

ASSEMBLEIA ÀS 10H, AMANHÃ




Apesar da FASUBRA ter aceitado a proposta do governo (não há nada escrito ainda pela FASUBRA), a nossa greve não acabou.

Precisamos entender melhor o que está sendo este movimento e organizar a volta, ou melhor, não apenas a volta mas, os caminhos que seguiremos. 

O SINTUFSCar nos pede que façamos uma pauta interna. Acredito que este é o segundo momento do nosso movimento, nomento no qual vamos mostrar que lutamos por uma universidade mais justa e que temos a certeza de que temos um papel muito importante dentro desta  universidade e que queremos e vamos continuar a buscar nosso "lugar ao sol".

Somos vitoriosos. Se olharmos para a greve dos docentes, se pensarmos não apenas em números mas, em movimento e reconhecimento, inclusive de alunos, veremos que chegamos bem mais longe do que o esperado. Somos definitivamente, uma categoria forte e necessária dentro das universidades federais e, consequentemente, em nosso país.

Nossa luta por uma universidade pública, justa e de qualidade, continua.

A universidade não está fechada às quatro paredes das salas de aula.

Contamos com a participação de TODOS os TAs, amanhã.

Pauta:
Decisão da FASUBRA
Caminhos a serem seguidos até a volta e depois da volta
Informe sobre reunião de hoje com Reitoria e Conselho de Campus
Balanço geral
Organização da festa em comemoração ao nosso trabalho.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Conselho de centro confirmado para amanhã, às 14h



Está confirmada a reunião do CoCCTs amanhã, às 14h, no campus.

Segundo informações, estará presente o vice-reitor, Sr. Pedro Galetti e também represetnantes de algumas pró-reitorias.

Contamos com a participação dos TAs.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FASUBRA DEFENDE FIM DA GREVE: APRESENTAÇÃO DE RAZÕES

Considerando que:

 Estamos diante de um governo com altos índices de aprovação popular e mesmo que a maioria do funcionalismo público tenha votado neste governo com a esperança de mudanças, estas não vieram. Lamentavelmente, diante de uma crise econômica mundial, o curso das principais ações estratégicas do governo Dilma prioriza o atendimento das demandas do sistema financeiro e dos megaempresários sob o pressuposto de garantias do emprego da iniciativa privada. Com a política de juros altos manteve os banqueiro com lucros astronômicos a anos, garantindo as metas de superávit primário e generosas isenções fiscais ao empresariado. E uma ampla politica de privatizações com o nome de concessões;

 Na última reunião com o MEC e MPOG, ficou claro para os representantes do movimento, que o governo não irá mais avançar na proposta apresentada à categoria. E foi-nos pedido uma resposta, sob a alegação de que há dezenas de categorias em greve e, caso rejeitemos, o montante de recursos destinado aos técnicos das IFES, hoje estipulado em 2,9 Bilhões de Reais, será destinado para outras categorias;

 A margem de negociação após o dia 31 de agosto é praticamente nula, pois se fecha o prazo para a entrega da proposta de orçamento a ser enviada ao Congresso. Lembrando que ogoverno informou que irá fechar todos acordos até o dia 24/08 e a correlação de forças naquela casa é imensamente desfavorável aos trabalhadores;

 Que estamos no limite do corte de ponto, sofrendo pressões e práticas anti-sindicais por parte do MPOG e da AGU sobre os gestores (reitores) e que já existem ações em várias universidades de suspensão de FG’s de trabalhadores que aderiram à greve, além da iniciativa de entrega de listas de integrantes do movimento, visando o corte de ponto, e esta ação já atinge até diretores da FASUBRA com o ponto cortado;

 Esta greve é uma das mais fortes greve dos Técnicos Administrativos em Educação e do setor federal e uma das mais fortes greves de todo funcionalismo público federal, já construída neste século. E não podemos esquecer que no início do nosso movimento impusemos uma derrota importante ao governo que foi o recuo da MP 568, garantindo os percentuais de insalubridade e periculosidade vigentes e a não redução dos vencimentos dos médicos federais;

 Iniciamos a greve com o governo dizendo que não negociava com grevistas, mas a força da nossa greve e das ações radicalizadas nas bases (principalmente com suspensão das matrículas, acampamento nas reitorias e em Brasília, marchas e bloqueio em rodovias, manifestações nos aeroportos juntos aos deputados, bloqueio do prédio do Ministério do Planejamento, reunir parlamentares, 37 deputados e deputadas, de duas importantes comissões do congresso nacional, Educação e Trabalhado, para pressionar o governo, em defesa dos técnicos administrativos da IFES, pressão de 3 importantes Centrais Sindicais), ações unificadas com professores e estudantes e manifestações regionais e nacionais, furou o bloqueio da grande mídia e impôs ao governo a abertura de negociação;

 A negativa por parte da categoria à proposta de 15% parcelados, com a ampliação e radicalização da greve em mais de 60 instituições, mesmo naquelas não filiadas à Fasubra e sem sindicatos organizados por todo o país, obrigou o governo a ceder ao que não queria. Ampliamos a proposta com um elemento fundamental de preservação e melhoria da carreira (Anexo III, Anexo IV e STEP), além de uma agenda acordada com o governo, com início, meio e fim, lembrando que preservamos nosso bem maior que foi manter a paridade entre ativos e aposentados, questão esta inexistente em outras categorias;

 A última proposta apresentada pelo governo contém limitações, fruto da opção política do governo em privilegiar recursos do orçamento para o pagamento de juros da dívida pública, recusando-se a aumentar os recursos para educação;

 Entendemos que a proposta parcelada em três anos não atende aos anseios da categoria, não cobre plenamente todas as perdas e não atende efetivamente todas as classes. Porém, é preciso analisar friamente os cenários que teríamos no caso de uma recusa da proposta.

Assim estamos diante de três cenários:
Cenário 01: Rejeitar a proposta e continuar a greve. Nesse cenário a categoria em greve estaria trilhando um caminho de muitas dúvidas e inseguranças. Onde o montante que nos foi ofertado seria distribuído para outras categorias em greve e o risco de corte de ponto generalizado é eminente. A tendência maior da evolução de uma greve nessas condições seria sairmos sem acordo, sem qualquer avanço e com os salários cortados, o que imporia dura derrota para nossa categoria.

Cenário 02: Rejeitarmos a proposta e recuarmos da greve, projetando a perspectiva de uma nova greve para 2013, construindo um possível acordo para 2014. É difícil afirmar com segurança que conseguiríamos após duas greves, sem nenhum ganho, conservar disposição na categoria para construir outra greve tão poderosa que arrancasse 3 bilhões em um ano. Trata-se de uma aposta de alto risco e sem parâmetros, hoje, para uma decisão segura da categoria. E ainda é responsabilidade nossa alertar que poderíamos construir uma greve isolada, pois não sabemos se o desenho da greve na educação federal estaria na ordem do dia novamente.

Cenário 03: Aceitarmos a atual proposta como parte da luta rumo ao ideal traçado pela categoria. Nesta perspectiva temos a condição de garantir a valorização da luta empreendida pela categoria neste momento. Importante este reconhecimento, pois foram grandes os esforços em cada base da Federação. Além disto, seria este o combustível necessário ao enfrentamento dos próximos períodos. Qualquer luta futura estará em um patamar superior ao acordo de 2007. Lembrando ainda que o governo não esta impondo que não podemos exigir maiores valores num cenário mais otimista da economia mundial

Após este debate dos cenários possíveis, o CNG/FASUBRA aprovou, por ampla maioria, indicar para a categoria avaliar, nas assembleias gerais a se realizarem nos dias 20 e 21 de agosto, a aceitação da proposta na perspectiva de que está dado, em função da conjuntura atual, os limites para o momento, sem, contudo, deixar de registrar nossa crítica política ao governo que premia outros setores privados em detrimento do investimento social que a sociedade almeja.
A aceitação da proposta significa indicar o retorno unificado ao trabalho para o dia 27 de agosto, segunda-feira.
Por fim, o CNG/FASUBRA irá acatar efetivamente o que a maioria das assembleias de base aprovar em todo país. É decisão final da base e, esta tradição, queremos sempre preservar e fortalecer, cumprindo o nosso papel de condutor da greve nacional, orientando e apresentando todos os aspectos e análises feitas, sem escamotear o debate sério, pois sempre acreditamos na disposição de luta da nossa categoria.
Quem luta, conquista e educa!

Greve de servidores na UFSCar afeta matrícula de alunos no 2º semestre

Biblioteca e restaurante universitário estão fechados desde 11 de junho. Calendário de reposição das aulas foi definido e divulgado pela reitoria.

Suzana Amyuni Do G1 São Carlos e Araraquara
Comente agora
Entrada do campus da UFSCar em São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)Setores como biblioteca e restaurante universitário
estão fechados (Foto: Reprodução/EPTV)
Mesmo com o fim da greve de 49 dias dos professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), estudantes ainda enfrentam dificuldades por conta da greve dos servidores, deflagrada no dia 11 de junho. Fazer a matrícula para o segundo semestre por meio do portal do aluno, por exemplo, não é possível.
“O portal até está atualizado, mas o link de matrículas para o segundo semestre está indisponível. Eles fazem falta”, afirmou a estudante do curso de Tearapia Ocupacional Mayara Soler Ramos Mazak. Segundo ela, outros colegas passam pelo mesmo problema. “Eu ouvi bastante gente reclamando”, comentou.
Sem os servidores públicos no campus, outros serviços não funcionam como o Restaurante Universitário (RU) e a biblioteca. Ambos estão fechados. “Atrapalha um pouco, mas a gente se vira com lanchonete ou pega livros em outros locais, até porque a gente entende que é um direito deles”, contou o estudante de biologia, Lucas Segnini Tiberti.


colaboração: Isabel Rosa

LEMBREM-SE REUNIÃO AMANHÃ, 10H30 NO CAMPUS.

ASSEMBLEIA AMANHÃ SERÁ ÀS 10H30

Devido a vinda de representantes do SINTUFSCar, a assembleia terá início às 10h30.

será no prédio administrativo,.

contamos com a presença de todos.

Eu Apoio e Você?





Na luta pela dignidade do Servidor Público Federa Técnico-Adminsitrativo.

Notícias da Greve

Advogados da União ameaçam cruzar os braços


Blog  do Josias     -     19/08/2012




No trato com os grevistas, Dilma inverte o anátema da Esfinge. Os servidores públicos levam seus enigmas sindicais à mesa e gritam para o Planalto: “Decifra-me ou te devoro.” A presidente manda cortar o ponto, ameaça recorrer a fura-greves estaduais e municipais e devolve o repto: “Devora-me ou te decifro.”


Em três dentadas, Dilma mastigou os grevistas no STJ. Numa, obteve a revogação da liminar que proibira as chefias das repartições públicas de cortar o ponto dos servidores sublevados. Noutra, obrigou 70% da mão de obra da Anvisa a descruzar os braços. 


Na terceira, proibiu os policiais federais de perturbar a paciência alheia com suas operações-padrão.

Na guerra contra os grevistas, Dilma deve seus êxitos à infantaria da Advocacia-Geral da União. Dali saem as petições que encostam na parede o movimento paredista. Surgiu, porém, um problema: a brigada anti-greve ameaça engrossar o pelotão dos grevistas. 


A Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União) convocou assembleia para a próxima quarta-feira (22).

“Parece que o governo esqueceu definitivamente da Advocacia-Geral da União”, queixa-se o presidente da entidade, Marcos Luiz Silva. “Já não bastavam as condições de trabalho, as dificuldades do dia a dia da carreira, o grande volume de processos, a falta de estrutura de trabalho, e ainda temos que conviver com a total falta de preocupação da cúpula da AGU com a instituição.”


Neste sábado, Marcos Silva participou de reunião no Ministério do Planejamento. Junto com outros sindicalistas, ouviu da boca de Sérgio Mendonça, secretário de Relações do Trabalho, a oferta final de Dilma: 15,8% de reajuste, em três parcelas anuais –a primeira em 2013 e a última em 2015.


Achou pouco, muito pouco, pouquíssimo: “Entendemos que a proposta sequer repõe a inflação”, disse. Materializando-se a ameaça dos advogados, lacra-se o principal paiol de Dilma na batalha contra os grevistas. O Planalto dá de ombros. Acredita que os seus doutores não ousarão acender o pavio da desobediência. Avisa: se acenderem o fósforo, serão devorados.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

RELIGAMENTO DA INTERNET NO CAMPUS SOROCABA




Foi recebido um ofício do Prof. isaías Torres, informando que a internet foi religada e que a partir de agora, dois professores da computação serão responsáveis por este serviço, enquanto perdurar a greve dos TAs e que, a responsabilidade por eventuais acontecimentos no sistema é de responsabilidade da Direção.

Próxima reunião dos TAs acontecerá terça-feira, 21,às 9h30.

Até lá.








Resumo da Reunião do dia 15 com o Governo




no link abaixo está a síntese de toda a negociação com o governo.


http://www.sinasefe.org.br/v3/


Não deixe de ler.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

DUAS NOVAS DATAS DE REUNIÃO DE TAs


- Conforme acordado na reunião de hoje, haverá participação dos TAs na reunião dos alunos, hoje, às 19h, para, depois de ouvi-los, decidir a data de liberação da zeladoria.

- Amanhã, às 9h30, haverá assembleia no campus, para falr sobre a reunião de hoje do governo e dos próximos passos da greve.

Contamos com a presença de todos.

PS. Hoje às 16h30, por convocação do Reitor, através da Diretoria do campus Sorocaba, haverá uma reunião do comando de greve com o Prof. Isaías e o Prof. Marcelo.

Assim que possível, publicaremos os assuntos tratados naquela reunião.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

NOVA PROPOSTA DO GOVERNO:





O governo apresentou "nova" proposta de reajuste salarial para os técnicos-administrativos de universidades e institutos federais, em greve há dois meses:
1 - Continua o mesmo valor de reajuste linear: 15% dividido em 3 vezes (2013, 2014 e 2015);

2 - O governo aceita a nossa proposta de anexo 4 (Qualificação) elevando um pouco os valores da gratificação:
Nivel fundamental - 10%
Técnico - 15%
Graduação - 20%
Especialização 30 %
Mestrado e doutorado continua com 52 e 75%


3 - Proposta de aumentar o step da tabela de 3,6 para 3,7 em 2014;

4 - Aumentar o step da tabela de 3,7 para 3,8 em 2015.


Percebe-se que a proposta beneficia os servidores que possuem nível médio e fundamental, haja vista que apenas reajustam os percentuais de graduação e pós-graduação (espcialista). Mestrado e Doutorado ficaram inalterados. 

Mais uma vez os Técnicos de Nível Superior são prejudicados na negociação.

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LEMBRETE!

REUNIÃO AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, ÁS 09H30, NO CAMPUS!

TODOS ESTÃO CONVOCADOS POIS, TRATA-SE DE UMA REUNIÃO MUITO IMPORTANTE.

CONTAMOS COM A COLABORAÇÃO E PRESENÇA DE TODOS.

OBRIGADA.


Universidades federais, para além das greves

"Mas nas universidades vivem intelectuais que dominam saberes e práticas as mais sofisticadas. Eles poderiam elaborar planos de autonomia compatíveis com os padrões da pesquisa científica, humanística e de ensino. Se não o fizeram e não o fazem, é por cumplicidade. Aí, nada mais pode ser dito, porque entramos no terreno do realismo míope e oportunista, fonte de muitos risos e de muitas lágrimas para a cidadania brasileira."


Por
Roberto Romano
Pouco é comentado, nas análises sobre a greve dos professores federais, sobre o conúbio entre reitores e governo. É preciso examinar tal elo para entender os entraves institucionais e financeiros que originaram o movimento grevista.
A autonomia universitária não vai além da letra, na Constituição de 1988. Fora as universidades paulistas - cuja base autônoma é um decreto do Executivo estadual -, no Brasil os câmpus sofrem rígido controle do Ministério da Educação (MEC) e os reitores são escolhidos de modo plebiscitário. As lutas pelos cargos fazem com que na eleição reitoral impere o "é dando que se recebe". Como os municípios, as formas acadêmicas dependem de tratos oligárquicos e acertos com ministérios. Em eleições presidenciais essa anomalia se confirma no apoio ilegal de reitores aos palacianos. Em 27/10/2004 Luiz Inácio da Silva recebeu apoio de 55 instituições de ensino superior. Na audiência ilegal estavam os ministros da Educação, da Previdência e da Casa Civil. O encontro de 2004 foi o segundo entre reitores e Presidência. Em 5/8/2003, segundo importante dirigente universitária, "pela primeira vez tivemos uma reunião de caráter político entre o nosso sistema e o presidente da República" (fonte: MEC, no site Universia Brasil, http://www.universia.com.br). O procedimento foi repetido na escolha da atual presidente.
Ilegalidade para apoiar candidatos oficiais, subserviência diante do governo, uso de cargos para fins político-eleitorais. Os monopólios da ordem pública pelo Executivo trazem ineficácia ao câmpus, entravam iniciativas de pesquisadores e docentes. Os responsáveis pelo ministério confessam que sem os municípios e as universidades nada pode ser feito para melhoria administrativa e pedagógica no plano federal. Quando ministro, Fernando Haddad admitiu que o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) não trouxe reflexos significativos ao ensino superior: "O governo federal sozinho não conseguiria enfrentar os entraves educacionais do País. Era preciso o envolvimento de todos os Estados, municípios e universidades" (Haddad admite que PDE ainda não mudou ensino superior, Universia, 19/5/2008).
Quando notamos o comportamento dos reitores citados acima, podemo-nos inquietar com os frutos do comércio entre eles e os palácios. Ao contrário das universidades europeias ou norte-americanas, onde a guerra para conseguir recursos ocorre entre grupos acadêmicos (quem vence consegue verbas do Estado ou das empresas), nas universidades federais, como nos municípios, a passagem das verbas aos benefícios segue a via oligárquica e partidária. O reitor deve atrair deputados federais e senadores, obtendo o favor político a ser pago com fidelidade ao governo. Cada recurso novo é negociado na boca do Orçamento. As oposições consentidas podem ajudar na bacia das almas. O prestígio reitoral, no Executivo e no Congresso, nos últimos tempos tem sido raro. O dinheiro não está garantido. O que explica, em parte, as greves.
Interessa aos dirigentes o jogo dos oligarcas nos gabinetes ministeriais. Ali se determina o prestígio do reitor ou do seu grupo. Prefeitos em plano micrológico, eles buscam verbas. No itinerário dos recursos vêm o favor e as "conversas políticas". Ao se prenderem no xadrez burocrático e partidário, os reitores são obrigados a aceitar a lentidão e as regras que amesquinham ensino e pesquisa, começando com os baixos salários. A rede cortesã tolhe iniciativas dos câmpus, mas gera no seu interior a ilusão da democracia eletiva, com abstração dos fins científicos e pedagógicos.
O dogma das eleições que assegurariam legitimidade às Reitorias trouxe resultados desastrosos. A experiência da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é importante, pois ela se repete a cada nova eleição nos câmpus federais. Nas eleições "todos os nomes sufragados pelas urnas pertenciam às forças políticas que vinham dirigindo a UFSC desde a sua criação e que mantinham com os governos militares uma convivência pacífica ou um apoio entusiasta. (...) O processo eleitoral não possibilitou, portanto, como esperavam ou aspiravam as forças de oposição ao regime militar, neste caso as organizações dos docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes, que grupos políticos não alinhados com as elites locais e nacionais pudessem ocupar os mais altos cargos da universidade" (Waldir José Rampinelli, O Preço do Voto - Os Bastidores de uma Eleição para Reitor).
Na universidade, nenhum mandato popular ou divino legitima o exercício do pesquisador/docente ou pesquisador/estudante. Só a retidão ética e o saber fornecem autoridade acadêmica. Se um reitor se mostra alheio à produção da ciência e do ensino e age servilmente perante o governo, temos apenas um embaixador do poder no câmpus. Se, além disso, ele traz para o interior da instituição universitária os interesses dos partidos políticos, surge algo manifestamente nocivo à universidade.
Nos últimos tempos, Reitorias que assumem semelhante lógica surgem em colunas políticas e de polícia, ligadas ao uso errôneo de recursos públicos. Para entender o fato importa examinar a estrutura do Estado brasileiro e os costumes que ela ocasiona. Sem autonomia, governadores, prefeitos, reitores são elos de uma cadeia (a da lisonja servil) que rege a vida política brasileira. É quase impossível mudar a forma de poder que centraliza as políticas públicas no Executivo federal. Mas nas universidades vivem intelectuais que dominam saberes e práticas as mais sofisticadas. Eles poderiam elaborar planos de autonomia compatíveis com os padrões da pesquisa científica, humanística e de ensino. Se não o fizeram e não o fazem, é por cumplicidade. Aí, nada mais pode ser dito, porque entramos no terreno do realismo míope e oportunista, fonte de muitos risos e de muitas lágrimas para a cidadania brasileira.
* FILÓSOFO, PROFESSOR DE ÉTICA E FILOSOFIA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP), É AUTOR, ENTRE OUTROS LIVROS, DE 'O CALDEIRÃO DE MEDEIA' (PERSPECTIVA)  


colaboração: Isabel Rosa

terça-feira, 14 de agosto de 2012

REUNIÃO COM MPOG É ADIADA

Devido à ocupação do Ministério do Planejamento (MPOG) por grevistas do Incra, a reunião com a Fasubra e Sinasefe foi adiada para amanhã, dia 15, às 11h.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

REUNÃO IMPORTANTÍSSIMA NA QUINTA FEIRA

Importante!

Temos que nos reunir na quinta-feira, às 9h30 para discuitr os acontecimentos de hoje à tarde na UFSCar.

Houve grande movimentação de professores e muita discussão devido a atitude de fechar a zeladoria.

Foi preciso escrever um comunicado e espalhar pelo campus.

Foi também solicitado que fosse feito um Ofício para informar sobre os tíckets e o carimbo de passes. Tudo feito, porém não acaba aí, precisamos discutir as ações tomadas.

Temos que conversar com urgência, portanto, às 9h30, NA SALA DE REUNIÃO DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO, quinta feira, SEM FALTA.

Se aceitarmos a proposta do Governo amanhã, vamos encontrar neste mesmo horário para fazer um balançao da greve e, se não aceitarmos, TEMOS QUE DAR CONTINUIDADE AO MOVIMENTO E PLANJAR TODOS AQUELES ITENS DAPAUTA DE HOJE.

Tem coisa séria acontecendo e temos que estar atentos!

PS. AMANHÃ, terça-feira, 9H NA CÂMARA DOS VEREADORES. Leitura da carta aberta  à população.

sábado, 11 de agosto de 2012

Servidores de universidades federais querem 15% de aumento já em 2013

Os sindicatos de servidores técnico-administrativos das universidades federais apresentaram nesta sexta-feira (10) uma contraproposta ao governo de aumento salarial nos próximos anos. O governo havia oferecido na reunião anterior um aumento de 15,8% parcelado em três vezes até 2015. Os trabalhadores querem um aumento de 15% em uma parcela única, em 2013, e a possibilidade de negociar outros reajustes nos anos seguintes.

A reunião contou com a presença do secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e dois representantes do Ministério da Educação, Amaro Lins, secretário de ensino superior; e Marco Antônio Oliveira, secretário de educação profissional e tecnológica. O governo ficou de estudar a contraproposta e dar uma resposta em nova reunião agendada para terça-feira (14).

Os servidores estão em greve desde o dia 11 de junho.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Protestos na segunda-feira na volta às aulas

Haverá protesto de alunos com a presença da imprensa a partir das 7h30 na UFSCar ( os alunos chegarão às 7h).

Vamos nos unir a eles e mostrar que a greve não acabou, que os TAs continuam em greve e que o retorno é parcial e com muitas atividades suspensas.

PS. às 10h30 haverá a assembleia geral dos TAs..

JUSTIÇA DETERMINA PAGAMENTO IMEDIATO A GREVISTAS

O Governo Federal perdeu recurso na Justiça e terá que devolver o dinheiro descontado da folha de pagamento de servidores públicos federais do DF em greve em no máximo 48 horas via folha suplementar.

Ou devolve dinheiro dos funcionários ou paga multa. Isso porque o presidente do Tribunal Regional Federal, desembargador Márcio César Ribeiro, indeferiu o pedido do governo de suspender a liminar conquistada pelo Sindsep-DF.

O dinheiro descontado dos servidores terá que ser devolvido em até dois dias. Caso não respeite a determinação da Justiça, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, autor da determinação de desconto no salário dos servidores, está sujeito a pagamento de multa individual de R$ 1 mil por dia, de sofrer responsabilidade penal e improbidade administrativa – perda do cargo – pelos eventuais descontos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

AULAS NA UFSCAR RETONAM DIA 13/08

Na reunião do Conselho de Graduação desta quinta-feira, dia 09/11, houve a proposta de novo calendário acadêmico.

Forma apresentadas três propostas:

1) Proposta TAs (Ailton). Não apovação de calendário acadêmico até que seja terminada a greve dos TAs;

2) Proposta de 03 calendários acadêmicos, uma para cada campi;

3) Proposta da ProGrad: 

a)      Calendários separados: São Carlos/ Araras e Sorocaba;

b)      Reinício do primeiro semestre no dia 13/08 a 06/09;

c)       Recesso de três semanas no mês de setembro;

d)      Segundo semestre: outubro/2012 a fevereiro/2013;

e)      Recesso em dezembro (de 22/12/2012 a 02/01/2013).

VENCEU A PROPOSTA DA PROGRAD.

ATENÇÃO! Eventos Cancelados

NÃO HAVERÁ REUNIÃO AMANHÃ, SEXTA-FEIRA, E NEM EVENTO SÁBADO.

A NOSSA PRÓXIMA REUNIÃO SERÁ NA SEGUNDA-FEIRA, 13, ÀS 10H30 NA CAMPUS SOROCABA, COM A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTANTES DO SINTUFSCAR DE SÃO CARLOS.

 Até lá.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Reunião de Hoje com o Ministro

Informação de Marcio Miguel

Resultado da reunião de hoje com o Ministro Mercadante: ele se propos a intervir na base do Governo a nosso favor, para que a proposta seja melhorada, mais argumentou que a demanda da federação estava muito além da possibilidade de ser atendida. Falou ainda que nossa categoria tinha saído da vala comum e se nos não aceitarmos os 15% corremos o risco de sair com nada. E mais: que a partir de hoje o ponto poderia ser cortado e que os dias parados terão que ser repostos. Ele espera nossa decisão na 6 feira as 14 há na reunião com o MPOG. Palavras da Janine, coordenadora geral da Fasubra. O posicionamento da direção: sem melhoria na proposta a greve continua.

LEMBRETE - 8h, amanhã no núcleo

Até agora não consegui saber quantos carros estarão disponíveis para levar o pessoal.

socilito que confirmem no meu e-mail do gmail.

Tânia

A TV Tem disse que a greve acabou... será?

Meus amigos... hoje a TV Tem, subsidiária da TV Globo aqui da região, noticiou o fim da greve na UFSCAR, campus Sorocaba. 

É lastimável perceber que se passa a ideia de que uma Universidade Federal é composta tão somente de docentes. Ou que, em caso da teoria da conspiração seja verdadeira, a mídia seja tão vendida ao governo hora em exercício, que deturpe a verdade ou aleije, para nutrir uma falsa imagem de competência do governo federal em solucionar seus problemas trabalhistas. Problemas esses que se agravam a cada dia, com paralisação de 24h dos funcionários do Banco Central e a paralisação dos correios já tida como certa para outubro.

Ora, os Técnicos Administrativos, categoria a qual pertenço, permanece em greve e rejeitou de forma unânime a proposta de 15,8% de reajuste dividido em 3 anos, tanto pela situação de já termos perdas acumuladas nos últimos 4 anos, quando foi feita a última negociação, também decorrente de uma greve, único instrumento legítimo real que qualquer categoria de servidor público, salvo vereadores, deputados, senadores, que votam seus próprios aumentos de salários e ministros, além de cargos executivos, que são normalmente contemplados nessas votações, tem para pleitear seus direitos, quanto pela proposta não contemplar nenhuma outra reivindicação da categoria, como a situação dos aposentados.

Dessa forma. tudo indica que, após reunião a ser realizada em São Carlos nessa próxima quinta-feira, os docentes devem reassumir suas funções na próxima segunda-feira. 

No entanto, essa volta às aulas não se dará normalmente pela simples verdade de que a greve dos TAs prossegue. E prosseguindo, se espera que algumas ideias que foram propostas durante a greve dos docentes tenham seguimento, como o fato de docentes não efetuarem tarefas de técnicos para não interferir na mobilização dos TAs.

Sim, tal ideia foi proposta. Agora há de se observar quantos docentes retornados de seu próprio movimento se comprometerão com ela e quantos farão pressão para que secretários de curso e técnicos de laboratório "ajudem" com as aulas ou voltem às funções. 

E cabe ao Comando Local de Greve, ao qual pertenço, estar atento para que isso não aconteça. E caso aconteça, não se realize o intento. 

Somos uma categoria sem data-base para repor suas perdas anualmente, como outras categorias o fazem. Como fiscal de contrato, todos os anos tenho que rever os valores que são pagos a empresa que nos fornece prestador de serviço terceirizado de telefonia. Uma data base existe e deve ser respeitada. E o mesmo não se observa para o próprio técnico concursado.

Tudo o que a categoria deseja é justiça, que seja feito o que é certo. A categoria nem pede aumento, apenas as perdas inflacionárias e monetárias, além da revisão de alguns agravos da carreira causados desde 2005. A revisão da situação dos aposentados. 

Não se pede mais do que a constituição nos diz ser certo. E que a televisão não diz nem ser certo e nem errado, pois não diz, não cita e não revela, não noticia e nem esclarece. Apenas, ignora... ou em pior situação... encobre.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ofício do MEC – Retomada das atividades das IFES

Brasília, 07 de agosto de 2012.
Aos Senhores Reitores das Instituições Federais de Ensíno Superior
Assunto: Retomada das atividades das IFES.

1. Informamos a Vossa Magnificência que o governo federal concluiu as negociações com a representação sindical dos docentes federais. Além da reestruturação da carreira docente, foi concedido reajuste salarial variando de 25% a 40%, dividido em três parcelas, nos meses de março de 2013, 2014 e 2015, sendo a 1ª parcela de no mínimo 13% de aumento, para todas as classes e níveis da carreira. Seguem agora as etapas para aplicação do plano de carreira acordado, a vigorar a partir de
março de 2013.

2. Na segunda-feira, dia 6, foram abertas as negociações com os servidores técnicos administrativos das universidades e institutos federais. Foi feita uma proposta de 15,8% de reajuste salarial. Nova rodada está prevista para sexta-feira dia 10.

3. Estamos convencidos de que a maior parte dos docentes e técnicos administrativos das nossas Instituições reconhece o esforço do governo no sentido de atender as reivindicações das categorias envolvidas.

4. Acreditamos que será necessário um grande esforço de toda a comunidade acadêmica para retornar às atividades, reduzindo o prejuízos para os estudantes e toda a comunidade acadêmica. Portanto,
solicitamos aos (as) reitores (as) que retomem junto aos seus conselhos superiores a discussão sobre a reposição das aulas e demais atividades acadêmicas previstas para o ano letivo de 2012. Informamos que o Ministério da Educação supervisionará diretamente a aplicação do calendário de atividades pós-paralisação.

5. Por fim, solicitamos o apoio de Vossa Magnificência para ampla divulgação das informações em sua comunidade e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento que for necessário.


Atenciosamente,


Amaro Henrique Pessoa Lins
Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação
Marco Antônio de Oliveira
Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação

NÃO haverá reunião amanhã



Devido o fato de que na assembleia de hoje já foi votada pela aceitação ou não da proposta do governo, NÃO HAVERÁ REUNIÃO AMANHÃ.

O próximo encontro será no Núcleo às 8h, para o evento da Toyota.

Por unanimidade foi RECUSADA a proposta doa 15,8% e o SINTUFSCar já foi informado.

Nos vemos na quinta-feira.

Até lá

Assembléia para votar aceitação ou negação da proposta do Governo


Pessoal, eu conversei com o Sérgio e com a Vânia do CLG de São Carlos e precisamos nos reunir amanhã para uma assembléia para votarmos se concordamos ou não com a proposta do governo de reajuste de 15,8 dividido em 3 parcelas anuais em mês a definir.

Precismos que isso seja feito pela manhã para enviar o resultado ao CNG à tarde.

Assim, peço uma assembléia às 11:00 da manhã, 08/08/2012,  para lermos a proposta e votar.

Para isso precisamos do maior número possível de TAs, incluindo os que não pararam. Peço que entrem em contato com quem vcs puderem para termos um número expressivo de votantes nessa decisão.

Encontro às 8h, no Núcleo, para o evento da Toyota

Ficou decidido que o encontro para o evento da Toyota será no Núcleo, às 8h da manhã da quinta-feira.

Quem for de carro, dará carona aos demais.

Já temos vários cartazes e faixas.

IMPORTANTE: QUEM TIVER CAMISETA DA UFSCAR, FAVOR USAR.

Com a proposta absurda do governo de 15,8 em 3 anos,  temos que ter a consciência de que sem participação no movimento grevista vamos ter que "engolir" mais uma vez o descaso do governo.

Quem não participa não pode reclamar depois e deve pedir desculpas aos colegas por ter colaborado com o governo. 

Não use o movimento de greve que é seu, como período de férias. Seja honesto consigo mesmo.

Até lá!




 

 

Negociação? com única proposta. Nunca vi!

Infelizmente o governo está aproveitando mais uma vez para se fazer de bonzinho.
Vamos analisar: 6 anos depois (3 passados e 3 futuros) e 15,8% de aumento, quer dizer aproximadamente, 2,5% aa. com uma inflação de 6%aa, aproximadamente (isso sem contar o que fica fora das estatísticas oficiais, como o plano de saúde por exemplo que aumenta 10%, no mínimo, todo ano), a nossa perda será em 6 anos de mais ou menos 21%, sem contar que não haverá nehum reajuste de salário e que, portanto, continuaremos com um dos menores salários do funcionalismo público federal.

Aceitar esta migalha é ajudar o governo a enganar a população mais uma vez, dizendo que ouviu nossas reinvindicações.  além disso, por que para os professores o índice chega a até 45% e para nós todos é de, no máximo, 15,8 em três anos.

Espero que a FASUBRA não seja como o PROIFES e aceite esta esmola.  Isso significaria assegurar que o serviço público esta sendo mesmo sucateado e que não haverá pessoas interessadas em trabalhar de verdade para a educação deste país.

Com um salário tão baixo, com o descaso do governo e com a mudança da aposentadoria, realmente, só os pouco capazes e totalmente desinteressados em construir um país melhor, mais dígno e justo, concorrerão às vagas de trabalho.

Nunca vi tamanha falta de vontade política em um setor tão importante como a Educação, como esta que esta acontecendo agora.

Esta é a minha opinião. Espero que a FASUBRA mostre que tem força e não apenas que existe como nome.







Informe do Márcio Miguel

Como alguns já sabem, o Márcio Miguel está em Brasília acompanhando o processo de negociação. Ele e o Umberto Pietronero mandaram o seguinte texto:

A reuniao comecou com 1 hora de atraso pq o Gov nao aceitava a presenca de 3 membros da base na mesa. Houve protestos do lado de fora do MPOG e o gov cedeu. Amanha o governo vai formalizar a proposta do reajuste aos TAs de 5% aa durante 3 anos e com o mês a definir. O Gov fala que essa será a única proposta. E pegar ou largar. Amanha o CNG analisara a proposta e remetera as bases para avaliacao. Discutam nas rodadas de assembleia! O que as bases decidirem o CNG acatara. Amanha as 9 estarei na Fasubra para analisarmos a proposta no PAPEL, para não haver erros de interpretacoes.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Professores da UFSCar decidem encerrar a greve nos três campi da instituição



Do UOL, em São Paulo

Os professores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), em São Paulo, decidiram encerrar a greve na instituição durante assembleia realizada nesta segunda-feira (6). Segundo Luiz Carlos Gomide, diretor da ADUFSCar (Associação de Docentes da UFSCar), a reitoria da universidade já foi comunicada da decisão e cabe à ela organizar um calendário de retorno. A greve na UFSCar começou no dia 18 de junho.

"O fato dos professores voltarem não faz as aulas voltarem necessariamente, pois parte das atividades depende dos técnicos e funcionários em geral que ainda estão em greve", afirmou Gomide. Os servidores técnico-administrativos têm uma reunião marcada com o Ministério do Planejamento nesta segunda. 
A assembleia de hoje contou com a participação de 53 professores dos três campi: Araras, Sorocaba e São Carlos. Foram 43 votos favoráveis ao encerramento da greve, quatro contrários e seis abstenções. "A assembleia está referendando o resultado do plebiscito realizado com cerca de 400 professores que indicou a saída da greve após o acordo com o governo", disse Gomide.
A ADUFSCar é filiada ao Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), única entidade que assinou o acordo com o governo federal. O Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) e a Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) se recusaram a ratificar o acordo e pretendem continuar com a greve.

Ainda bem que existe ANDES, SINASEFE e CONDSEF.

Pelo jeito o PROIFES deixou o governo quase feliz!
Tânia

Governo oferece reajuste de 15,8% para técnicos das federais

15,8% em três anos. Parece incrível mas, o governo é cada dia mais ridículo em sua propostas.

Em reunião com representantes de técnicos-administrativos de universidades e institutos federais, o Ministério do Planejamento fez, nesta segunda-feira, uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.

Ao todo, segundo a pasta, cerca de 182 mil servidores serão beneficiados, entre ativos e inativos. O reajuste terá um impacto de R$ 1,7 bilhão.
A reunião começou às 18h, e até por volta das 20h não havia resposta das entidades sobre a proposta.
Participam da mesa de negociação representantes da Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).
A greve dos técnicos-administrativos das universidades federais e institutos federais tecnológicos começou em junho, mês seguinte ao início da paralisação dos professores universitários.

Vamos aguardar a FASUBRA.

Reunião Amanhã, às 11h, no Campus para organizar o evento que acontecerá no dia 09/08, durante a inauguração da Toytota

Ficou acertado na assembleia de hoje que o próximo ato da greve será no dia09, no Parque Tecnologico, durante a inauguração da Toyota, que terá início às 9h30.

Nossa reunião é para acertar os detalhes, preparar os cartazes e ver a forma de atuação lá.

Solicitamos a presença de todos. 


domingo, 5 de agosto de 2012

Repostando a convocação

Pessoal, nossa próxima assembléia fica marcada para dia 6, segunda-feira, às 11h da manhã. A reunião será em uma sala de aula ou no saguão da DiCA. E agora temos megafone para falar mais alto.

Vamos discutir quais medidas tomaremos no caso de endurecimento da greve e acertar uma manifestação no centro, para marcar 60 dias da greve e aproveitar que na semana do pagamento a movimentação será grande na cidade.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Greve docente de 2012 é um vigoroso movimento contra o sindicalismo de Estado na vida


Greve docente de 2012 é um vigoroso movimento contra o sindicalismo de Estado na vida


Um espectro daninho ronda o sindicalismo brasileiro há mais de oitenta anos: o sindicato de Estado. Um morto, como veremos, muito vivo! Em todos os países que viverem ditaduras fascistas ou aparentadas ao fascismo e que adotaram modelos sindicais corporativistas (de sindicalismo vertical, sindicato único, umbilicalmente ligado e controlado pelo Estado), o sindicalismo de Estado foi superado nos processos de redemocratização. No Brasil, pelo contrário, esse zumbi sobreviveu a dois processos de redemocratização, distantes 40 anos no século XX. A razão fundamental para a manutenção da estrutura do sindicato oficial está em sua funcionalidade para a classe dominante brasileira. Não é pouco significativo o fato – inerente a sua lógica de funcionamento – de que tal estrutura se sustenta e é sustentada por uma casta de dirigentes sindicais burocratizados, que fazem do sindicalismo meio de vida e atuam, antes de mais nada, para manterem-se à frente do aparato objetivando o usufruto do poder e das vantagens materiais que ele oferece.

Entre fins dos anos 1970 e meados dos anos 1980 ocorreu um forte impulso pela autonomia sindical. As oposições sindicais e os trabalhadores que empreenderam lutas realizaram uma dura crítica à estrutura do sindicalismo de Estado. Esta fase de retomada das mobilizações da classe trabalhadora brasileira na luta contra a ditadura militar ficou conhecida como “novo sindicalismo”. Como outras categorias, especialmente do funcionalismo público, os docentes universitários fundaram sua organização de caráter sindical – ANDES (depois da Constituição de 1988, ANDES-SN) – naquele contexto, e mantiveram com muita ênfase seu compromisso com um modelo sindical autônomo, combativo e classista, mesmo quando (a partir dos anos 1990) o “novo sindicalismo” viveu um nítido refluxo.

Entretanto, o peleguismo do sindicalismo oficial, um verdadeiro gato de sete vidas, se imiscuiu entre os docentes de ensino superior a partir dos anos 2000, como sempre puxado pela mão do Estado paternal sempre disposto a tutelar os trabalhadores, considerados um contingente “sempre criança”. O espectro ganhou um nome, que alguns por superstição, outros por aversão, se recusam a pronunciar, mas que, como todo fantasma de verdade (sic) não desaparecerá simplesmente se fecharmos os olhos fingindo que ele não existe. Tratamos do PROIFES (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior).

Algo muito interessante, no entanto, está acontecendo em meio à greve de inéditas proporções que está em curso nas Instituições Federais de Ensino Superior. Professores de todo o país, particularmente naquelas Universidades em que o sindicalismo docente foi envolvido na rede do peleguismo oficialista, demonstram, inapelavelmente, a falta de legitimidade da entidade fantasma.


O sindicato para-oficial entre os docentes

As extraordinárias assembléias gerais dos professores de universidades e institutos tecnológicos neste momento dirigidos por setores vinculados à entidade para-governamental, reunindo, como na UFG, a maior quantidade de professores em uma Assembléia Geral da categoria, revelam que os docentes das universidades brasileiras não estão passivos e dóceis diante da vergonhosa tentativa de tutela governamental sobre a livre organização dos trabalhadores docentes. Longe de ser um fato isolado, o mesmo está acontecendo nas universidades federais do Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e em campi da UFSCAR e em IFETs (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia).

Esses acontecimentos dizem respeito, em primeiro lugar, a compreensão dos professores de que a sua representação política tem de ser autônoma em relação ao governo e ao Estado e que a estreita simbiose entre a organização dita sindical para-oficial e o governo é deletéria para a carreira, os salários e as condições de trabalho na universidade. Mas a afirmação da independência política dos docentes nas referidas assembléias tem uma importância acadêmica, pois é uma condição para a autonomia universitária. Não pode haver autonomia da universidade se o governo controla até mesmo a representação política dos docentes. É possível dizer, portanto, que a afirmação da autonomia dos professores é um gesto crucial para a história da universidade pública brasileira!


A história da entidade fantasma nas Universidades é recente, mas ilustra muito bem como funciona o sindicalismo de Estado no Brasil. Após sucessivas derrotas nas eleições para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), parcela da chapa derrotada foi alçada pelo então ministro da educação Tarso Genro à condição de representante dos docentes das IFES e, desde então, obteve lugar cativo na assessoria do governo, notadamente no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e no Ministério da Educação.

O sindicalismo de Estado que fincou raízes entre nós tem origem no período varguista. Ainvestidura sindical, uma carta de reconhecimento do sindicato pelo Ministério do Trabalho que confere legalidade a suas prerrogativas de negociação e representação, acrescida do imposto sindical compulsório e da unicidade sindical, criaram as condições para a sua institucionalização no Brasil, conformando o sindicato oficialista. De inspiração fascista, objetiva assegurar a tutela governamental sobre os trabalhadores, valendo-se de prepostos, os pelegos que, nutridos por benesses e prebendas governamentais, servem de caixa de ressonância para as razões dos donos do poder.

As bases jurídicas para tal estrutura sindical não foram suprimidas, antes disso, são revitalizadas pelas grandes centrais oficialistas que, a despeito de algumas críticas retóricas ao imposto sindical, caso da CUT, se movimentam de modo feroz para provocar desmembramentos de categorias (um requisito em virtude da unicidade e da presunção do apoio governamental) para obter maior fatia dos R$ 2,5 bilhões (total do imposto sindical em 2011) distribuídos entre as 6 centrais sindicais e o Ministério do Trabalho e Emprego.

O oficialismo também é nutrido pelos generosos dutos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), fundo que arrecadou R$ 50 bilhões em 2011 e que, desde 1990, vêm repassando centenas de milhões para as centrais oficialistas ofertarem cursos de qualificação profissional que, a rigor, podem estruturar uma poderosa máquina política representando, em última instância, os tentáculos dos patrões e dos seus governos nas organizações supostamente dos trabalhadores.

O processo de cooptação e subordinação do sindicalismo de Estado se completa com a participação dos sindicatos oficialistas nos fundos de pensão, que movimentam bilhões de reais e, para seguirem existindo, precisam valorizar as suas ações adquiridas nas bolsas de valores em nome da capitalização da aposentadoria dos cotistas. Entre as principais formas de valorização das ações, os gestores dos fundos incentivam privatizações, fusões e, o que pode ser considerado o núcleo sólido, as reestruturações das empresas, por meio de demissões, terceirizações e generalização da precarização do trabalho. Em suma, a valorização do portfólio de ações requer que o fundo dito dos trabalhadores se volte contra os direitos dos demais trabalhadores!

É indubitável que os setores dominantes podem contar com trincheiras defendidas de modo incondicional pelos referidos gestores dos fundos e pela burocracia sindical alimentada pelo imposto sindical, pelo FAT e, no caso das entidades menores, até mesmo por contratos de prestação de serviços de assessoria ao governo financiados pelo próprio governo!

Diploma do Ministério e mão do Estado versus Legitimidade

É irônico observar que com Lula da Silva – o sindicalista que se destacou entre 1978 e 1980 pelas críticas duras à estrutura sindical oficial – na presidência da República, o sindicalismo de Estado ganhou novo fôlego. Foi justamente em seu governo que as centrais sindicais, que em sua origem, nos anos 1980, nasceram a contrapelo da estrutura, foram incorporadas ao sindicalismo vertical, ocupando o topo daquela mesma estrutura montada pelo regime de Vargas nos anos 1930 e reformada pelo governo do ex-sindicalista nos anos 2000. E seus dirigentes passaram a ocupar postos centrais na estrutura do governo, particularmente na área do trabalho e gestão do funcionalismo.

Considerando os objetivos dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff de empreenderem uma profunda reforma sindical e trabalhista, a retomada do protagonismo dos professores nas universidades em que as seções sindicais estão aparelhadas pela entidade para-oficial é um grande acontecimento para a organização autônoma dos trabalhadores. Isso porque, por sua fidelidade aos princípios que nortearam o impulso original do “novo sindicalismo”, o ANDES-SN sempre constituiu um contra-exemplo muito incômodo para o peleguismo dominante.

É impossível prever o desfecho da greve dos docentes de 2012 na altura em que redigimos este texto. No entanto, uma conquista já está assegurada. Ao votarem pela adesão ao movimento nas instituições cujas entidades foram aprisionadas pelo sindicato de carimbo, os docentes reconhecem a legitimidade do ANDES-SN e de sua busca constante por um sindicalismo autônomo e combativo. Diante da força da greve não há recurso ao Ministério do Trabalho, assessoria ao Ministério da Educação, “mãozinha” do Ministério do Planejamento, ou apadrinhamento da CUT que possam injetar vida nesse filhote tardio do morto-vivo sindicato de Estado brasileiro. É difícil dizer se ao fim do processo assistiremos ao enterro definitivo da entidade fantasma, pois, no quadro do sindicalismo brasileiro, como nos filmes de terror, os zumbis sempre retornam. Mas é certo que a greve desnudou esse espectro que anda pelos gabinetes de Brasília a falar em nome dos docentes. E o que se vê por baixo da capa artificial de legalidade que o Estado tenta lhe vestir é o putrefato cadáver do peleguismo. Morte rápida à entidade zumbi!


Roberto Leher é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, professor da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Observatório Social da América Latina – Brasil/ Clacso e do Projeto Outro Brasil (Fundação Rosa Luxemburgo).

Marcelo Badaró Mattos é professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Pessoal, nossa próxima assembléia fica marcada para dia 6, segunda-feira, às 11h da manhã. A reunião será em uma sala de aula ou no saguão da DiCA. E agora temos megafone para falar mais alto.

Vamos discutir quais medidas tomaremos no caso de endurecimento da greve e acertar uma manifestação no centro, para marcar 60 dias da greve e aproveitar que na semana do pagamento a movimentação será grande na cidade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Café da manhã de protesto

Pessoal, para marcar a data de amanhão, 31 de julho, dia que o próprio governo federal determinou para nos dar uma resposta ao movimento, faremos um café da manhã lá no campus, no saguão de sempre. Espero contar com a presença de todos. A imprensa foi chamada e alguns candidatos se "sensibilizaram" com o movimento e vão passar por lá. 

Avisem quem não está aqui no facebook ou no blog, telefonem pra quem vcs tem contato... preciso de gente lá amanhã às 9h.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A GREVE DOS TÉCNICO-ADMINSITRATIVOS CONTINUA


Este é o posicionamento dos grevistas  de todo o brasil caso o governo não negocie.

Estamos dispostos a manter a greve sem prazo de retorno.

Vamos à luta!

RESULTADO DA ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES DE SOROCABA, ONTEM

POSICIONAMENTO DO CAMPUS SOROCABA SOBRE A PROPOSTA DO GOVERNO

  • Este posicionamento será levado à Assembleia Geral da ADUFSCar amanhã, dia 26.07.2012, às 14h, em São Carlos.
  • Após a Assembléia em São Carlos haverá consulta por plebiscito no PROIFES.
  • Portanto, a greve não acabou – o posicionamento de Sorocaba ainda passará por outras instâncias de consulta.

1) sobre a proposta do governo e o movimento de greve: aceitar a proposta e encerrar a greve: (21 votos a favor; a proposta de “não aceitar a proposta do governo e continuar com a greve” teve 1 voto e 1 abstenção);

2) indicar aos negociadores que continuarão tratando com os interlocutores do governo que:

a) é necessário qualificar o trabalho pós-greve, o que pode ocorrer, entre outros meios, também via Grupos de Trabalho (GT’s);

b) o quanto antes, deve ser formalizado o “GT Expansão com Qualidade”, com participação de representantes de toda a comunidade universitária (docentes, discentes e TA’s) e nele serem apresentadas pelo governo garantias para a consolidação da expansão em curso;

c) é indispensável que os GT´s tenham pré-definido a agenda, a pauta e o período de funcionamento, com data de encerramento não tão longa;

d) caso o trabalho do “GT Carreira” não alcance resultado até data pré-estabelecida, que fiquem valendo os critérios de progressão atual;

e) o Campus Sorocaba pretende ser contemplado nas discussões dos GT’s com a participação de, no mínimo, um representante;

f) é necessário estabelecer alguma forma de solidariedade sindical e de categoria com os TA´s na luta que desenvolvem.

3) caso termine o movimento de greve, fica o compromisso de agendar uma nova assembleia para fazer o balanço do movimento e tratar de outras questões de concepção e ação sindical que surgiram durante o movimento.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

GOVERNO ANUNCIARÁ REAJUSTE LINEAR APENAS PARA OS SALÁRIOS MAIS ACHATADOS

No início de agosto, o governo vai anunciar que dará, em 2013, um reajuste linear a servidores do Executivo com salários achatados, além de aumento diferenciado para militares. À proposta para os professores melhorou.
A presidente Dilma Rousseff decidiu conceder um reajuste salarial linear para servidores de carreiras básicas do Executivo que estão com os vencimentos mais achatados, além de aumentos diferenciados para militares e carreiras específicas, com base no conceito da meritocracia. O anúncio será feito na primeira quinzena de agosto, após a apresentação de novas medidas de estímulo à economia, mas os índices ainda não foram definidos e os aumentos só vão valer a partir de 2013. Ontem, o governo melhorou a proposta de reajuste para os professores das universidades federais em greve há mais de dois meses, mas ainda não há uma definição sobre o fim da paralisação.

Pela nova proposta, apresentada em reunião no Ministério do Planejamento, os reajustes vão variar de 25% a 40%, em vez de começar com 12%, como na proposta anterior. Os negociadores do governo já avisaram que chegaram no limite. Com a nova proposta, o impacto financeiro, que seria de R$ 3,9 bilhões, passou para R$ 4,2 bilhões. E a concessão do reajuste será antecipada para março, em vez de agosto de 2013.

- O governo chegou ao limite, tanto nos aspectos técnicos, a parte acadêmica, quanto aos valores e os possíveis ajustes na tabela. Se não caminharmos para o acordo vamos ficar numa situação bastante delicada. O governo precisa do acordo, quer o acordo. Hoje, nenhuma categoria do Brasil está conseguindo arrancar acordo - disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antônio Oliveira.

Na proposta reformulada, um professor universitário com carga de 40 horas semanais, mestrado e estando no último nível da carreira receberá R$ 5.832,66 (até 2015). Na proposta anterior, chegaria até R$ 5.502,51. Hoje esse professor ganha R$ 4.572,16. Os dois sindicatos que representam os professores estão divididos.

- Nossa avaliação é que o governo não avançou. Defendemos o mesmo percentual de reajuste de um nível para outro e não um percentual maior entre os níveis - afirmou a presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Marinalva Oliveira.

- A proposta é boa, e o governo analisou os 15 itens que priorizamos - observou o presidente da Federação de Sindicatos dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim de Oliveira.

Ontem, antes de embarcar para Londres, a presidente teve reuniões com ministros que enfrentam greves de categorias especializadas, como Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal. O Planejamento avalia quanto cresceram os rendimentos de cada categoria desde 2003 para definir os índices de reajuste e focar a reposição nos servidores menos favorecidos no período.

Considerando que o aumento linear para as carreiras básicas do Executivo em 2013 seria a reposição da inflação de 2012, ou um pouco mais, esse impacto seria de R$ 7,5 bilhões a R$ 8 bilhões sobre a folha de pagamento do governo deste ano, que é R$ 152,5 bilhões. Isso sem contar os reajustes diferenciados. Muito distante, portanto, do impacto projetado pelo Planejamento caso o governo atendesse todas as reivindicações dos servidores em greve: R$ 92 bilhões.

Para os militares, o reajuste deve ser mais amplo, porque já há uma percepção no governo de que é a carreira mais defasada salarialmente. Dados do Ministério do Planejamento indicam que a despesa média da União com os militares da ativa aumentou bem menos do que com os civis ativos: cresceu 123% entre 2003 e 2012 para os civis e 78% para os militares, contra uma inflação de 52,7% no período.

Além disso, as tensões na caserna, que se acirraram com a criação da Comissão da Verdade, precipitaram a decisão do governo. Foi bem recebida pela presidente Dilma a atuação dos oficiais, que refrearam o movimento rebelde da reserva quando a comissão foi instalada. Ontem, Dilma teve nova reunião com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e com os chefes das Forças Armadas.

Para outras categorias, o Planalto insiste no conceito da meritocracia. Uma fonte do governo resume a determinação da presidente: - Quem tem patente, título e "paper" vai ganhar mais. É uma questão de princípios.
Fonte: O Globo - 25/07/2012