quinta-feira, 8 de setembro de 2011

AGORA O DISCURSO DO GOVERNO É NEGOCIAR PARA 2013



A discussão de uma pauta com possibilidade de reajuste para 2013 está condicionada ao encerramento imediato da greve que já dura mais de 90 dias

Os técnicos administrativos das universidades federais e dos institutos federais de educação terão os seus salários congelados em 2011 e 2012. Qualquer perspectiva de reajuste para a categoria somente para 2013. Os noventa dias de greve até agora não foram suficientes para convencer o governo federal a estabelecer qualquer tipo de negociação com a categoria.

A má notícia foi dada aos servidores pelos deputados Alice Portugal, Fátima Bezerra e Gilmar Machado, além do diretor-executivo da CUT, Pedro Armengol, e dos representantes da Conlutas, Antônio Donizete, e da CTB, Mário Garafollo, na terça-feira (06/09), durante reunião com o Comando Nacional de Greve da FASUBRA Sindical.

O objetivo foi repassar para o CNG os informes sobre as reuniões havidas com o Governo Federal, mais precisamente, com a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento realizadas na semana passada e na segunda-feira acerca da reabertura das negociações para tratar da greve.

Em resumo os deputados informaram que já utilizaram todo o poder de pressão para tornar possível o atendimento à pauta de reivindicações dos TAE’s, mas que o governo não acena com uma proposta para 2012. “Para o Governo, reajuste com impacto na pauta econômica de 2012 está fora de cogitação”, afirmou a presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Fátima Bezerra, PT/RN. Segundo a parlamentar, o Governo, no entanto, disse haver disposição de retomar o diálogo, e estabelecer um protocolo de negociações, desde que a categoria suspenda a greve.

Acerca das negociações com a SRH/MPOG, Pedro Armengol , diretor executivo da CUT, disse que toda a movimentação dos parlamentares e das centrais foi no sentido de intermediar o diálogo, que considerou a tentativa de judicializar a greve um “atestado de incompetência” emitido pelo governo a si próprio, e que as reuniões demonstraram que as negociações chegaram ao limite. “O único avanço percebido foi de que o secretário (Duvanier) afirmou que irá discutir a questão da FASUBRA para dentro do governo”, disse.

Antônio Donizete (Doni), da Conlutas, voltou a criticar a postura intransigente do Governo que decidiu não atender a categoria em greve; e Mário Garafolo, da CTB, alertou a categoria para os prazos de 2012, ressaltando que é ano de eleição e que por isso as negociações não devem ultrapassar o primeiro semestre.

Um comentário:

  1. Aparentemente o governo conta com o "Fim do Mundo em 2012" para acenar que 2013 podemos esperar um aumento!!!!

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